Na oncologia e na odontologia, a deteção precoce é o único indicador que importa. O exame tradicional com luz branca depende da capacidade do olho humano de discernir alterações morfológicas — um nódulo, uma descoloração ou uma lesão. Quando estas se tornam visíveis, a doença já está frequentemente estabelecida.
A integração do 405 nm díodo laser na prática clínica mudou esse paradigma. Esse comprimento de onda específico (na fronteira entre o violeta e o ultravioleta) não é usado principalmente para cortar, mas sim para fazer uma pergunta ao tecido. Quando o tecido é estimulado por luz de 405 nm emitida através de um laser de precisão laser acoplado por fibra, ele fluoresce. O tecido saudável brilha em verde; o tecido displásico ou carregado de bactérias aparece escuro ou vermelho (fluorescência da porfirina). Esta é a nova fronteira da biópsia óptica.
A física da fluorescência: porquê 405 nm?
Para entender por que as clínicas estão atualizando seus equipamentos, devemos analisar o emissor de diodo laser. Ao contrário dos díodos padrão de 810 nm ou 980 nm usados para cirurgia térmica, o Diodo laser de 405 nm emite fotões de alta energia capazes de excitar fluoróforos dentro das células.
Isso requer um sistema de entrega altamente especializado. A luz de 405 nm deve ser transportada do console até o paciente sem perdas. É aqui que entra o laser de diodo de fibra torna-se crítico. As fibras de sílica padrão utilizadas para lasers infravermelhos são frequentemente ineficientes em comprimentos de onda violeta devido à “solarização” (escurecimento da fibra). Os sistemas de grau médico utilizam agora fibras de sílica com alto teor de OH (hidroxilo) especificamente concebidas para transmitir esta energia violeta sem degradação.
Aplicação clínica: Cirurgia guiada por fluorescência (FGS)
A margem de erro na ressecção tumoral é microscópica. Ao usar um laser acoplado por fibra Operando a 405 nm, os cirurgiões podem delinear as margens do tumor em tempo real. A luz é emitida através de uma peça de mão e a fluorescência é observada através de lupas com filtro. Esta abordagem de “realidade aumentada” garante que nenhuma célula maligna seja deixada para trás e que o tecido saudável sacrificado seja mínimo.
Estudo de caso clínico: Detecção precoce do carcinoma espinocelular oral(Formatado como um relatório formal de patologia hospitalar)
Identificação do paciente: #OSCC-902 Departamento: Patologia Oral e Maxilofacial Paciente: Homem, 62 anos, histórico de tabagismo (40 maços/ano). Queixa principal: “Mancha branca persistente sob a língua.”
Exame clínico (luz branca): Observou-se uma leucoplasia (mancha branca) discreta, com aproximadamente 1,5 cm x 1,0 cm, na borda lateral esquerda da língua. A palpação não revelou endurecimento. De acordo com o protocolo padrão, isso pode ser “observado” por duas semanas.
Investigação por fluorescência:
Dispositivo: Diagnóstico laser acoplado por fibra sistema que utiliza um Diodo laser de 405 nm (saída de 120 mW).
Protocolo: As luzes da sala foram diminuídas. A lesão e a mucosa saudável circundante foram examinadas utilizando o laser de diodo de fibra varinha.
Observação: O tecido com aparência “saudável” que aparece a 5 mm exterior A mancha branca visível apresentava uma “perda de fluorescência” (LOF) distinta, aparecendo escura/preta em contraste com a fluorescência verde saudável da mucosa circundante. Isto indicava uma degradação do estroma e alterações metabólicas invisíveis a olho nu.
Intervenção e histologia: Com base na orientação de 405 nm, a margem da biópsia foi estendida 5 mm além da lesão visível para incluir a área com fluorescência escura.
Resultado da biópsia: Carcinoma espinocelular invasivo.
Conclusão crucial: A mancha branca visível era um carcinoma in situ, mas a área escura “invisível” detectada pelo Diodo laser de 405 nm continha células invasivas. Sem este exame, a parte invasiva teria passado despercebida.
Resultado: O paciente foi submetido a uma excisão local ampla com margens limpas. Não foi necessária radiação devido à deteção precoce.
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O desafio da entrega
A emissão de luz de 405 nm é opticamente exigente. O comprimento de onda mais curto dispersa-se mais facilmente do que a luz vermelha (dispersão de Rayleigh). Portanto, o laser de diodo de fibra deve ter uma alta abertura numérica (NA) para capturar e guiar a luz de forma eficaz. O uso de uma fibra de substituição barata em um sistema de 405 nm geralmente resulta em perda de potência de 50% na ponta, tornando a fluorescência de diagnóstico muito fraca para ser vista.
Conclusão
O Diodo laser de 405 nm já não é uma novidade; é uma necessidade para a precisão do diagnóstico. Seja para detetar cáries, identificar a carga bacteriana em bolsas periodontais ou definir margens tumorais, a tecnologia depende da sinergia entre o emissor e a fibra de transmissão. Para os hospitais, investir em um laser acoplado por fibra O sistema é um investimento na confiança do diagnóstico.
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